Potencial evocado auditivo de tronco encefálico (PEATE/BERA)

Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação individual.

O que é o PEATE/BERA?

O potencial evocado auditivo de tronco encefálico (PEATE), também conhecido como BERA, é um exame eletrofisiológico. Ele registra a resposta do nervo auditivo e das vias auditivas até o tronco encefálico depois que sons são apresentados a cada ouvido. Pequenos eletrodos colocados na cabeça captam essa atividade; o equipamento repete os estímulos e faz uma média dos registros para formar ondas, geralmente numeradas de I a V.

Diferentemente de uma audiometria comportamental, o PEATE não depende de apertar um botão ou levantar a mão a cada som. Ainda assim, não é uma imagem do cérebro nem uma resposta isolada para todas as questões sobre audição: o significado depende do protocolo, da história e de outros exames.

Quando pode ser indicado?

O exame pode complementar a investigação quando os resultados da audiometria convencional são inconclusivos ou quando a pessoa não consegue responder de modo confiável. Conforme o objetivo, podem ser usados cliques ou estímulos específicos por frequência para estimar a sensibilidade auditiva. A análise das latências, amplitudes, intervalos entre ondas e reprodutibilidade também pode contribuir para avaliar a sincronia da condução auditiva até o tronco encefálico.

A indicação não é definida pelo nome do exame sozinho. História clínica, inspeção do ouvido, medidas da orelha média, audiometria e outras informações ajudam a escolher o protocolo e a interpretar o resultado. Quando usado em rastreio, o resultado de passa ou falha tem finalidade diferente de um PEATE diagnóstico e não deve ser tratado como diagnóstico completo.

Limites e quando buscar avaliação

Um clique estimula uma faixa ampla de frequências e tende a representar melhor regiões mais agudas; estímulos por frequência podem oferecer estimativas mais específicas, mas não equivalem automaticamente a um audiograma completo. A interpretação também pode ser afetada por alterações de condução do som, nível de audição, idade, temperatura, medicamentos, posição dos eletrodos, calibração, movimento e características do equipamento. Assim, uma resposta alterada não determina sozinha a causa, e uma resposta preservada não exclui toda dificuldade auditiva.

Procure avaliação individual se houver mudança nova ou persistente na audição, dificuldade relevante para compreender fala, zumbido ou outros sintomas associados. O exame adequado e a urgência dependem do quadro, não apenas do pedido do PEATE.

  • Alteração auditiva súbita ou rapidamente progressiva merece avaliação sem esperar apenas pelo resultado de um exame.
  • Queixa predominantemente de um lado, zumbido persistente ou vertigem deve ser informada ao profissional.

Importante: Este texto é informativo e não substitui uma avaliação individual. Consulte a clínica para confirmar serviços e disponibilidade.

Fontes para leitura

Dr. Flávio Barbosa — CRM-DF 14908